Adivinhe quem vem para o jantar?

Hoje meu inconsciente veio me fazer uma visita. Veio tirar umas satisfações, na verdade. Meu deu uma bronca daquelas. Ele me disse pra eu parar de fazer conjecturas e me concentrar mais nas coisas, pra eu parar de ficar resmungando e prestar mais atenção por onde ando, e falou também pra eu sair da minha masmorra introspectiva e sair pra tomar um arzinho de vez em quando. Ele disse que faz bem.
Meu deu uma surra também. Lascou um monte de tapas na minha cara, me deu um mata-leão, uma voadora e ainda me chutou quando eu já tava no chão. Um sádico.
Mas meu inconsciente (pelo menos foi quem ele disse que era) disse umas coisinhas interessantes também. Incomodou, mas eu precisava ouvir tudo aquilo. Me leu por completo, o desgraçado. Levei tanta alfinetada que nem tô conseguindo andar direito. E esse bandido ainda ficou tirando com a minha cara o tempo todo. Uma hora ele olhou bem pra mim e disse, com um sorriso todo cínico: pois é... Foi preciso te darem um safanão pra você se lembrar que tem que bater cartão nesse lado da realidade também, né? E morreu de rir. Filho de chocadeira.
É... Mas ele é daqueles que bate e depois assopra. Depois de ter me dado umas sapecadas das boas, ele foi amaciando, dizendo que me entedia e tal, que toda mudança é de fato complicada, etc, etc. Ficou até compreensivo no final, vejam só. Falou que podia sempre contar com ele quando as coisas não fizessem muito sentido, que sempre ia estar do meu lado e blá, blá, blá. Onde já sei viu inconsciente fazer promessa?
Quando já tava de saída, me alertou pra não acreditar em tudo que falam dele por aí, ficou perguntando se eu precisava de ajuda pra juntar meus cacos, se eu precisava de cola pra me remendar e me avisou que se me visse dando ataques de displicência de novo, a coisa ia ficar feia pro meu lado.
A certa altura, falou, em meio a um suspiro de resignação: francamente... às vezes eu não te entendo. E foi-se o bastardo.
Mas ele volta.
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Sim, é um texto indiscriminadamente pateta, mas eu precisava postar... Catarse. E chega de ego-textos, meu Deus. Nem eu agüento mais...